Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Polícia faz varredura em agências de ‘arapongas’

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Rio Preto

A DIG de Rio Preto cumpriu ontem 12 mandados de busca e apreensão em agências de detetives particulares. Nenhuma pessoa foi presa.

Os detetives são suspeitos de praticar interceptações e rastreamento telefônicos de forma ilegal para espionagem.

De acordo com o delegado José Augusto Fernandes, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), as “empresas” vinham sendo investigadas havia cinco meses por ordem do Ministério Público

Em cinco agências, a polícia encontrou rádios gravadores, rastreadores de celulares, interceptadores de imagens e captadores de vozes.

Os equipamentos serão encaminhados para perícia.

De acordo com a polícia, na maioria das vezes os aparelhos são utilizados para investigações de traições conjugais. A prática de escuta só pode ser feita perante autorização da Justiça.

A polícia afirma que alguns detetives agem na clandestinidade. Trabalhos como rastreamento de celulares variam entre R$ 150 e R$ 450 por dia, dependendo do assunto investigado.

Outros tipos de investigações, mais complexas, chegam a custar até R$ 3 mil.

Ministério Público
De acordo com o Ministério do Estado, pelo menos cinco detetives da cidade trabalham de maneira ilegal.

O MP afirma que a prática é cometida porque as pessoas que contratam os serviços não se preocupam em buscar profissionais responsáveis e credenciados.

Em Rio Preto, existem cerca de 50 detetives. Desses, 30% trabalham de forma irregular. Segundo o MP, a região é cercada de agências clandestinas.

19/12/2007 Janaina de Paula - Jornal Bom Dia, SJ Rio Preto - SP.

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