Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

A arapongagem e o silêncio comprometedor

O silêncio inexplicável do secretário de Governo, Fernando Cunha, por praticamente uma semana, só faz reforçar a necessidade de se esclarecer de uma vez por todas esta denúncia publicada na revista Veja, segundo a qual a própria Polícia do Senado teria contratado escritórios de espionagem para investigar e montar um dossiê contra o senador goiano Marconi Perillo.

É preciso que o Congresso Nacional esteja atento a este fato que se revela assustador em qualquer uma das duas direções possíveis: se for verdade, estaremos diante de um crime institucional de dramática gravidade, na medida em que a própria polícia criada para a proteção de um Poder se revelaria algoz de um de seus pares, ferindo drasticamente as suas atribuições constitucionais.

Por outro lado, se a denúncia se comprovar leviana, será imprescindível que a Polícia Federal investigue a fundo para detectar o autor ou os autores da farsa, a fim de que sejam tomadas as providências judiciais no caminho da exemplar punição.
O que não podemos é ficar à mercê de um ambiente imerso em suspeitas: o Congresso Nacional, de repente, vira palco do que seria a mais vil arapongagem, com a própria polícia do Senado acusada de envolvimento em atos repugnantes e criminosos.
Até para que se comprove a idoneidade e a credibilidade desta polícia, é preciso que os fatos sejam esclarecidos em todos os detalhes.

O presidente interino do Senado, Tião Viana já veio a público para dizer que "não seria nem um pouco inteligente, muito menos possível, imaginar que a polícia do Senado sairia das suas atribuições constitucionais para criar um caminho de investigação de arapongagem".

Mas, segundo a reportagem, Marconi teria sido informado da trama em outubro pelo governador Alcides Rodrigues. E a Polícia Civil de Goiás teria descoberto que dois escritórios de espionagem haviam sido contratados para levantar provas de que o senador seria sócio oculto de empresas instaladas em Goiás durante seu governo e que possuía contas bancárias sigilosas nos Estados Unidos.

O senador Marconi Perillo disse que tomou conhecimento do suposto esquema por meio do secretário Fernando Cunha que, a pedido do governador Alcides Rodrigues, o informou da operação.

Mas o governador negou a versão. Disse que soube das denúncias pela imprensa e que nunca teve nenhuma informação sobre o esquema antes. Alcides afirmou ainda que, se a Polícia Civil goiana investigou o caso, não foi por seu pedido e que nada sabia. O silêncio de Cunha é comprometedor e remete a uma conclusão: quem cala, consente.
Há ainda outro aspecto que demanda urgente esclarecimento: em entrevista coletiva no dia 2 de dezembro em Goiânia, o senador Marconi Perillo atribuiu a "adversários locais, rivais do PSDB no País e inimigos da democracia" o esquema que teria sido montado para espioná-lo.

É imperioso, sob pena de cair no descrédito e na irresponsabilidade das acusações vazias, que Marconi Perillo explicite que adversários são estes. Um a um os nomes precisam vir a público. Afinal, estamos diante de uma acusação genérica, que coloca sob suspeição todos os integrantes dos partidos que fazem oposição à linha política do senador em Goiás.

Importa ainda de imediato que o Congresso vá ao fato central: será possível o absurdo de um escritório particular de arapongagem grampear os telefones de um senador, entrar na sua intimidade? Para que, então, adiantaria a tão contestada imunidade dos parlamentares?

No caso, o fato indica que todos, deputados e senadores, estariam reféns de tal arbitrariedade. Até o próprio presidente Lula poderia ser grampeado por um destes escritórios privados, o que seria uma cabal violência e um desatino sem fim.
É preciso, portanto, que todas as dúvidas sejam esclarecidas e reveladas. Quem está por trás de tudo isso? Ou as denúncias não passam de uma cortina de fumaça? E mais: por que o senador Marconi Perillo foi escolhido para ser investigado? Por que foram levantadas dúvidas a respeito de sua honestidade?

Sem que tudo isso seja esclarecido estará o Congresso Nacional sob a eterna suspeita de usar a sua própria polícia para violar as sagradas liberdades individuais, ferindo de morte a nossa democracia.

Iris de Araújo é deputada federal, integra as comissões de Relações Exteriores e Seguridade Social da Câmara, é primeira-vice-presidente nacional do PMDB e compõe o Parlamento do Mercosul


Fonte: Diário da Manhã

2 Comentários:

Às 17 de Setembro de 2008 09:35 , Anonymous Anônimo disse...

QUERO ENCONTRAR UMA PESSOA QUE ME AJUDOU NESTE FINAL DE SEMANA MAS SEI POUCO DELE SÓ SEI QUE ELE MORRA AÍ EM ARAPONGAS E QUE O NOME DELE É RODOLFO E VEIO PRA FESTA METARMOFOSE DE VAN E QUE ESTAVA VESTIDO DE SURFISTA E AUSTAR POR FAVOR SERA QUE VOCÊS PODEM ME AJUDAR POIS TIVE TUDO ROUBADO CNH DINHEIRO.. POR FAVOR ME PASSE UMA RESPOSTA PELO E-mail: alllesantos_3@hotmail.com vou agardar OBRIGADO

 
Às 17 de Setembro de 2008 09:37 , Anonymous Anônimo disse...

QUERO ENCONTRAR UMA PESSOA QUE ME AJUDOU NESTE FINAL DE SEMANA MAS SEI POUCO DELE SÓ SEI QUE ELE MORRA AÍ EM ARAPONGAS E QUE O NOME DELE É RODOLFO E VEIO PRA FESTA METARMOFOSE DE VAN E QUE ESTAVA VESTIDO DE SURFISTA E AUSTAR POR FAVOR SERA QUE VOCÊS PODEM ME AJUDAR POIS TIVE TUDO ROUBADO CNH DINHEIRO.. POR FAVOR ME PASSE UMA RESPOSTA PELO E-mail: alllesantos_3@hotmail.com vou agardar OBRIGADO

 

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