Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

26 de julho, dia do Detetive Particular.

Parabéns a todos nós detetives particulares. Hoje é o nosso dia!!!!
Desejo-lhes muito sucesso, paz e prosperidade. Que Deus continue sempre iluminando nossos passos, pois afinal, na profissão, vivemos indubitavelmente em prol de concertar os erros dos outros, na verdade deveríamos até ser considerados como anjos.
Sucesso!

“Ser detetive é trabalhar com a inteligência desvendar mistérios e provar a verdade” Edilmar Lima.

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Barreto propõe o Dia do Detetive Particular

Deputado pretende homenagear a categoria instituindo o dia estadual do profissional

JOSÉ LUÍS LARANJA
Secretaria de Comunicação

O deputado Hermínio J.Barreto (PL) apresentou um projeto de lei que institui o Dia Estadual do Detetive Particular, a ser comemorado anualmente no dia 26 de junho. Na opinião do parlamentar o detetive tem sua função específica e deve desempenhá-la com nobreza e eficiência sem pretender exercer atividades policiais.
“Ele não é policial, é detetive particular. Aliás, uma profissão tão sigilosa e se o detetive pretender bancar o policial e prender todo mundo, sua missão simplesmente fracassará”, avaliou Barreto.

No Brasil, a profissão de detetive particular até o ano de 1975 era desconhecida. Dados do Governo do Estado de São Paulo mostram que a polícia paulista reprimia o exercício da mesma chegando ao abuso de deter quem fosse encontrado portando a “carteira de detetive”, que era fornecida pelas escolas.

Para Barreto, a homenagem ao detetive particular em Mato Grosso, é pelo trabalho que a categoria vem prestando a população. “Se ele preocupar-se em manter segredo nas suas informações, certamente reunirá provas suficientes para elucidação de qualquer caso. Esta é a missão do detetive particular. Investigar diretamente, discretamente, obter o maior número de informações possíveis”, lembrou o parlamentar.

Atualmente, a profissão de detetive é livre, todavia, emvirtude de Lei, qualquer pessoa pode exercer a profissão sem ser molestado, em razão de não ter poderes para fiscalizar aqueles que atuam na área.

Outro ponto destacado pelo deputado é pelo fato de que o detetive esclarece e desvenda fatos sem, no entanto, precisar prender ou ameaçar as pessoas. “Muito menos, portar arma indevidamente. A arma denuncia o detetive e pode prejudicar suas investigações, pois ela intimida o investigado”, explica Barreto. ”Ser Detetive é trabalhar com a inteligência, desvendar mistérios e provar a verdade”, completou o deputado.

Mais informações:
Secretaria de Comunicação da Assembléia Legislativa
Fones:3901-6310/6283

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Indenização por traição

18.05.2008

Ex-maridos entram na Justiça para receber indenizações por traições


Está escrito no Código Civil: no casamento, é dever de ambas as partes assistência ao companheiro, sustento e guarda dos filhos, respeito e consideração, além de - tchan tchan – fidelidade.


O que você faria se descobrisse que foi traído? E pior: que todo mundo ficou sabendo! Pois é. No Distrito Federal, um ex-marido ganhou na Justiça uma indenização por ter apanhado a mulher no flagra.

O preço da traição? O Tribunal de Justiça do Distrito Federal definiu: R$ 7 mil. O juiz Sandoval Oliveira foi o relator da decisão.

Qualquer um que for traído pode entrar na Justiça?

“Não é o simples fato de ter sido traído. São as circunstâncias em que o fato aconteceu”, explica Sandoval Oliveira, juiz.

O fato, a traição, aconteceu em Planaltina, uma cidade próxima a Brasília. O ex-marido, que vamos chamar de E.R., recebeu um telefonema no trabalho: um amigo avisou que havia um ladrão no apartamento dele e que a mulher era mantida refém.

E.R. saiu correndo do trabalho, pediu ajuda ao porteiro e a vizinhos e invadiu o próprio apartamento. Quando entrou no quarto encontrou a ex-mulher com outro homem, os dois pelados, na cama do casal.

Nos autos dizem que ele se sentiu bastante constrangido e humilhado pelo fato de ter sido traído pela mulher na sua própria cama. Ele entrou na Justiça e conseguiu a separação.

“O adultério não é crime tipificado no Código Penal mais, já foi. Hoje não é. Mas a prova do adultério, se você conseguir provar ao juiz que houve o adultério, o juiz pode extinguir o casamento com base nisso”, explica Bernardo Moreira Garcia, diretor do Instituto Brasileiro Direito da Família.

Depois, o ex-marido pediu uma indenização por danos morais, alegando que a traição tinha acabado com a auto-estima dele. Na primeira instância, o juiz determinou o pagamento ficou em R$ 14 mil. Mas a esposa recorreu, dizendo que não havia provas do abalo psicológico do ex-marido. E alegou que ganhava pouco e por isso conseguiu reduzir o valor para R$ 7 mil.

“Sem dúvida foi um constrangimento e foi público, parece que foi com base nisso que se aplicou a pena por dano moral”, diz Bernardo Moreira.

A decisão desse caso foi baseada em dois processos parecidos. Ex-maridos ganharam indenização das ex-mulheres por terem sido traídos. Não houve o flagrante público, mas os enganados descobriram depois da separação que os filhos que tinham assumido durante o casamento, na verdade, eram de outro.

Um desses maridos ficou 20 anos achando que era pai dos filhos do amante. Ele ganhou R$ 200 mil de indenização, mas não quis gravar entrevista. O outro topou contar, porque entrou na Justiça sem revelar a identidade.

“Era de uma pessoa que se pode dizer recatada. Só que eu viajava muito”, diz ele.

Ele só desconfiou quando a ex-mulher pediu a separação 15 dias depois do nascimento da filha. “Tivemos que ir atrás de indícios, provas, mas o que realmente acertou foi o laudo do Dr. Emerson, o obstetra, que provou que entre os dias 17 de janeiro e 19 de janeiro havia sido feita a concepção e eu estava viajando nesse dia”, explica.

Quanto vale esta traição? “R$ 15 mil, mas o sofrimento não paga, não paga”, afirma o marido.

Até hoje nenhuma das mulheres condenadas pagou a indenização ou porque recorreu ou porque desobedeceu a Justiça. Procuradas, elas não quiseram dar entrevistas.
Fantástico - Rede Globo - TV.

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

CPI fará audiências com detetive e empresas antigrampo

Tempo real - 27/02/2008 18h26

CPI fará audiências com detetive e empresas antigrampo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas aprovou há pouco requerimento do deputado Marcelo Guimarães Filho (PMDB-BA) convocando o dono da Central Única de Detetives, Edilmar Lima, para prestar depoimento.

Também foi aprovado requerimento do deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) para convocação dos responsáveis legais das empresas ItecDifffusion.com (de equipamentos eletrônicos de vigilância), Ability BR Soluções em Segurança, Sip-Tecnologia (Telesatel), Bremer Serviços Empresariais e Directiva Tecnologia, para prestar informações sobre suas atividades à CPI. Todas são empresas ligadas ao setor de fornecimento de equipamentos antigrampo telefônico.

A CPI ainda deferiu requerimentos do presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), para expedição de ofícios dirigidos às operadoras de telefonia. O objetivo é obter informações sobre diversos assuntos. Também foi aprovado o requerimento do deputado Carlos Willian (PTC-MG) para convocação do procurador regional da República da 1ª Região Nicolao Dino de Castro e Costa Neto.

Os requerimentos foram aprovados depois do depoimento do gerente de Operações Especiais da Oi Fixo (antiga Telemar), Arthur Madureira de Pinho.

A CPI volta a se reunir amanhã, às 10 horas, no plenário 16, para ouvir o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações (Cepesc), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Otávio Carlos Cunha da Silva.

A reunião foi encerrada há pouco.

Da Redação/RT - Agência Câmara

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Investigando filhos

Pais pagam para espionar filhos

Rodrigo Camarão

O telefone celular do detetive particular Humberto Pires toca, ele se ajeita no banco do carro estacionado perto de um condomínio do Leblon, enquanto a parceira prepara a filmadora. Do outro lado da linha, um desembargador avisa que seu filho de 18 anos acabou de sair. Na véspera, o magistrado tinha procurado a Central Única Federal dos Detetives com objetivo de contratar alguém para seguir o jovem. Cada vez mais, casos como esse têm se repetido nas classes médias e altas da Zona Sul e Barra da Tijuca. São pais desesperados que gastam até R$ 5 mil para saber, em 15 dias, se os filhos, de 15 a 23 anos, usam drogas ou envolvem-se em casos como o dos jovens que espancaram a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto, semanda passada, na Barra.

Os pais autorizam a entrada do detetive no quarto do filho. Os objetos são vasculhados minuciosamente. Microcâmeras, estrategicamente posicionadas. No computador, os arapongas instalam o CD espião, programa que grava tudo o que é digitado em sites de relacionamento, como o Orkut, ou em programas de bate-papo, como o MSN.

O trabalho de campo não é desprezado. Eram 18h de uma sexta-feira, quatro meses atrás, quando o filho do desembargador explicou ao pai que veria amigos no Shopping Rio Sul, em Botafogo. O jovem encontrou-se lá com quatro adolescentes, mas entrou num Honda Civic e foi para a Favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão. O motorista, um jovem de 20 anos, comprou maconha, voltou para o carro e os cinco seguiram para o Morro da Fé, na Vila da Penha. Duas horas depois, estavam no baile funk da Chatuba, na Penha. Já eram 2h de sábado quando o Honda Civic estacionou em frente ao condomínio de classe média alta do Leblon e o filho do desembargador saltou.

Logo atrás, Pires encostava o carro com três horas e meia de imagens do passo-a-passo dos adolescentes. Um dia depois, o aparelho de DVD do apartamento do Leblon exibia durante uma hora as cenas chocantes para um pai arrasado. O desembargador não resistiu.

- Ele colocou as mãos no rosto e chorou por alguns minutos - lembra o detetive, 25 anos. O pai prometeu tomar providências, mas até onde o investigador sabe, nada foi feito.

Pires é um detetive particular que se especializou nesse tipo de caso. Por mês, diz que 20 pais o procuram, interessados em contratar seus serviços de espionagem. Quinze fecham o serviço. O tipo de trabalho é batizado entre os arapongas de filhos com drogas, assim como há casos de infidelidade conjugal - ainda o grande filão - e espionagem industrial.

Rodrigo Pessoa, da Central Nacional de Assessoria em Investigação (Cnaispy), trabalha em monitoramento de filhos de clientes desde 1998. Reivindica a autoria da expressão que passou a refletir o ponto em que o comportamento dos jovens dentro de casa já é um verdadeiro mistério para os pais. Por mês, o detetive é contratado para seguir, em média, cinco filhos de empresários, médicos, juízes ou advogados.

- Tivemos o caso de um jovem que roubava dinheiro da carteira dos pais - conta Rodrigo. - Ele ainda torrou um carro e dois celulares por causa do vício em crack.

Bechara Jalkh Júnior é filho de uma lenda na investigação particular e fã de Sherlock Holmes. Aos 25 anos, tem oito de trabalho na empresa de assessoria e pesquisa do pai e coordena, desde fevereiro, o primeiro curso técnico de investigação do Brasil, na Universidade Estácio de Sá.

- Muitos têm receio de expor o filho. Acham que o detetive particular é aquele cara de bigode e cachimbo, escondido atrás do jornal. Quando o pai nos contrata, o filho já está, muitas vezes, no fundo do poço. Por isso, indicamos psicólogos.

Sócio da Central Única Federal dos Detetives, em Brasília, Edilmar Lima, 31 anos, acha que pagar de R$ 3 mil a R$ 5 mil por uma investigação que dura de uma semana a 15 dias é investimento. Em poucos anos, o número de casos de filhos com drogas da agência quintuplicou.

- Melhor gastar agora do que acordar de madrugada com uma ligação do delegado, dizendo que seu filho ateou fogo em um índio - exemplifica Lima, ao citar o caso do pataxó Galdino Jesus dos Santos, há 10 anos, em Brasília. - Muitos pais não percebem que os filhos não precisam só de bens e dinheiro. Precisam de mais atenção.

JB ON LINE
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Espionagem é parte integrante da política

GRAMPOS - Espionagem é parte integrante da política

Vasconcelo Quadros Brasília - JORNAL DO BRASIL

Criada para investigar a rede de espionagem que cresceu graças à fragilidade do sistema telefônico e à omissão do poder público, a CPI do Grampo, ainda sem um foco objetivo, patina na Câmara. Mas os deputados que participam das investigações têm razão pelo menos num ponto: o grampo e a espionagem praticamente fazem parte da política.

- Estimo que 40% dos políticos e empresários de Brasília estão no grampo e ou recorrem a detetives particulares - afirma o proprietário de uma das maiores empresas do gênero, Edilmar Lima, da Central Única dos Detetives, dona de um cadastro com cerca de 8 mil arapongas em todo o país e uma clientela média permanente de pelo menos 20 parlamentares do Congresso, entre deputados e senadores.

Ele nega que faça ou permita a espionagem ilegal, não revela o nome de clientes, mas diz que a preocupação de parlamentares que se consideram alvos de monitoramento não é mera paranóia. Lima lembra que a lei protege atividades de investigação na área privada, mas também admite, sem rodeios, que uma boa parte dos detetives particulares recorre, sim, ao grampo clandestino como meio de vida.

- É arriscado, mas muitos usam grampos. - diz. Quem os procura também já está agindo de má-fé. O problema é que, quando não há flagrante, o grampo não deixa vestígios.

Atuação

O último levantamento sobre a amplitude dessa rede dá conta de que que existem no país cerca de 120 mil detetives particulares, agregados a empresas de segurança privada ou atuando em faixa própria - a grande maioria na completa informalidade. Os órgãos policiais não exercem qualquer controle sobre a atividade, o que torna a espionagem uma rotina numa cidade como Brasília, onde a intriga - alimentada pela corrupção, disputa pelo poder e a tradicional promiscuidade entre atividade parlamentar e negócios - freqüentemente está associada à política.

- Quatro em cada dez pessoas que procuram um detetive querem o grampo - calcula o detetive. - Se não há controle oficial sobre sobre a escuta autorizada pela Justiça, imagine então como é na área privada.

Embora Lima negue que seu escritório opere na clandestinidade, no ano passado, ele virou personagem da onda de denúncias publicadas pela revista Veja contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Chegou a ser apontado como o detetive contratado por Renan para espionar um adversário, o senador tucano Marconi Perillo. Uma investigação do Senado concluiu que ele nada tinha a ver com o assunto e que nem o ex-presidente do Congresso - absolvido pouco depois - havia encomendado a espionagem.

[ 25/02/2008 ] 02:01

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

ESCUTAS TELEFÔNICAS

Polícia investiga grampos ilegais de detetives
Autor: Allan de Abreu e Júlio Cezar Garcia

Por determinação do Ministério Público Estadual (MPE), a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar cinco agências de detetives em Rio Preto, suspeitas de praticar interceptações telefônicas e ambientais ilegais em serviços particulares.

A apuração no inquérito 069/2007, aberto em 6 de julho, ficará a cargo da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). "Se não combatermos essa prática com rigor, vamos assistir a uma anarquia sem limites na invasão de privacidade de qualquer cidadão", justificou ontem o promotor Antonio Ganacin Filho, que requereu a investigação. "O pior é que essas coisas acontecem a pedido de alguém. Por trás desses delitos, tem sempre aquele que paga para o sujeito grampear a mulher, o marido, os amantes, os sócios. Todos eles têm alguma culpa", disse o promotor.

Ganacin tomou conhecimento dos suspostos abusos por meio de reportagem do Diário. Em junho, o jornal revelou com exclusividade que detetives particulares da cidade estão usando a escuta telefônica, a escuta ambiental e o rastreamento telefônico como ferramentas comuns nas investigações de traição conjugal e espionagem empresarial e política. A reportagem apurou que os "investigadores particulares" cobravam de R$ 150 a R$ 450 por dia, dependendo da complexidade do caso. Já o preço do pacote completo de investigação chegava a R$ 3 mil. À época, a reportagem falou com 12 detetives. Desse total, cinco se dispuseram a fazer os grampos ilegais. O delegado-assistente da DIG, José Augusto Fernandes, nomeado para a investigação, disse que o suposto crime é grave. "Não pode ficar impune."

O delegado não quis detalhar quais serão os procedimentos do inquérito com o argumento de que poderiam atrapalhar as investigações. Ele ressaltou apenas que as diligências já estão em andamento e que, na etapa final, os cinco detetives citados na matéria serão convocados a depor. Os jornalistas responsáveis pela publicação foram intimados a prestar esclarecimentos na próxima semana. Para apurar a informação, a reportagem se passou por interessada nos serviços de investigação particular. As quatro agências que ofereceram grampos ilegais são Detetive Serra, AG Investigações, Detetive Freitas e JP. A detetive Virgínia, "especializada em casos conjugais", negou fazer grampos em telefone, mas se dispôs a instalar um aparelho no interior do veículo da pessoa investigada que grava conversas da vítima. Para conseguir instalar as escutas, os detetives disseram subir em postes telefônicos, se infiltrar na residência da vítima ou até mesmo clonar aparelhos celulares. "Temos de contratar uma pessoa para ficar virando as fitas (no poste), entendeu? Porque grava tudo", disse a detetive Mila, da AG Investigações.

Detetives negam crime
O diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, Edilmar Lima, admitiu à época que alguns detetives agem na clandestinidade. "Infelizmente crimes na profissão são cada vez mais comuns, e o grampo é o principal deles", disse. Procurados pelo Diário, os detetives negaram ter oferecido grampos telefônicos e escutas ambientes aos repórteres que se passaram por clientes. "Só faço grampo com autorização judicial ou se o telefone estiver no nome do próprio cliente." Questionado se não é somente a polícia e o Ministério Público que têm legitimidade para solicitar grampos à Justiça, Freitas disse que "às vezes o delegado pede, a polícia tá sem equipamento, e eu faço". Com relação à interceptação oferecida quando a reportagem se passava por cliente, o detetive disse ser apenas um gesto de educação. "Depois, pessoalmente, digo que não (faço grampo)."

João, da agência JP, também negou. "Fui procurado há duas semanas por uma pessoa que queria que grampeasse um funcionário de empresa. Disse que não fazia isso. Ele insistiu, e respondi que poderíamos conversar pessoalmente para ver o que poderia ser feito. Não faço grampo em hipótese alguma. Grampo é crime, conheço a lei." Virgínia, que disse à reportagem oferecer escuta dentro do carro do investigado, afirmou que nunca ofereceu esse serviço. "O que eu faço é anti-grampo (aparelho que detecta interceptações telefônicas)", disse. Ao ser informada que ofereceu o serviço a um repórter disfarçado de cliente, a detetive desmentiu a oferta. "Não faço escuta ambiental. Isso é fora da lei."

Um homem, que se apresentou como Marcelo e cunhado de Virgínia, procurou a reportagem para dizer que a detetive só fornece o gravador digital ao cliente. "Isso você pode comprar em qualquer loja. Ela não faz escuta ambiental porque nem tem conhecimento técnico." O detetive Serra também negou fazer grampo. "O que eu faço é escuta, aquela que qualquer pessoa pode fazer em casa para monitorar o próprio telefone." Ouvido novamente ontem, Serra disse que foi mal-interpretado na primeira reportagem. "O grampo (interceptação telefônica) eu não faço de jeito nenhum, No caso de traição conjugal, eu oriento o cliente a instalar o gravador no próprio telefone. Oriento ele a ouvir a conversa. Eu não monitoro conversa privada de ninguém."

Serra ressaltou que seu trabalho se restringe ao acompanhamento pessoal e fotográfico. "Tem muita gente que nos procura porque não sabe que para ouvir a conversa de uma pessoa dentro da própria residência basta instalar um gravador. Eu apenas dou essa orientação." O delegado José Augusto Fernandes não tem previsão de quando convocará os detetives particulares a prestarem depoimento sobre suas atividades.

Diário da Região - São José do Rio Preto